segunda-feira, 1 de setembro de 2008

come on, lets dance!


Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida.

E isso é o que vem me fascinando com meus amigos fortalezense nos últimos tempos. Jogaram essa porra de identidade fora, e sentaram aqui do meu lado, e embarcaram no meu mundo de anos. O que tem de especial nesses eventos paralelos, é que temos a oportunidade única de ser NÓS mesmo. Tu não és uma festa, uma foto de orkut, um carro bonito que te custa caro, não é só um iPhone, uma tv de plasma... tu és GENTE! E gente sente. Gente ama. Gente sofre. Gente idealiza.

Incrivelmente, eu e minha turma de fortalezenses animados temos o mesmo propósito quando mergulhamos nesse mundo: nos preocupamos mais em SER do que com o TER. E isso, faz toda a diferença.

Os personagens se dividem em dois grupos distintos. Há os que compartilham viagens, mostram suas histórias. Não precisam fazer linha (afinal, no fundo no fundo todos nascemos desalinhados). Há os que não trocam uma sequer palavra durante todo o período, mas basta um sorriso, um abraço ou um gesto carinhoso e tudo está perfeitamente bem. Os dois grupos porém, são unidos com um único propósito: lembramos constantemente quem éramos, e quem SOMOS! A nossa essência, tudo o que há por trás dos nossos sorrisos e óculos escuros.

É minha gente, adivinhou quem apostou que eu faço parte do grupo dois. O grupo dos silenciosos, em que tudo ao redor faz sentido. Sigo conforme o roteiro me dado, sou quase normal por fora. Mas por dentro eu deliro e questiono.

Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, uma alegria que caiba dentro da minha bolsa de cereja. Eu quero dezessete vezes MAIS que isso. Quero sempre o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito, e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, sinto que nasci com um par de asas, vou aonde eu me levar. Isso é válido para todos os personagens indispensáveis dessa história.
Uma dica:
Não nos venha com superfícies, nada raso nos satisfaz. Queremos mesmo é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é essa vida.

E rezar - se ainda acreditar - pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.
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ps: esse texto é dedicado para meus amores de verdade que estavam comigo no último sábado, me escutam, me puxam a orelha, que mostram quem são de verdade por dentro... sou feliz demais que tenho vocês!


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4 comentários on "come on, lets dance!"

Unknown on 1 de setembro de 2008 às 22:11 disse...

um dia, nath... um dia... :***

Dudu on 1 de setembro de 2008 às 23:26 disse...

É só assim que vale a pena!

Anônimo disse...

te vi quietinha la no palco sabado. pensei q ñ tivesse gostando... tambem nem falei com voce, uma pena!

gostou?

beijos.

Karla Brito on 3 de setembro de 2008 às 23:32 disse...

ai meu Deus... como amo o que tu escreve!
muito bom! me sinto compreendida...nao sei...
just love it!
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