O mapa astral não influi, o horóscopo não decide, a criação não determina. Mas por algum motivo nessa Terra, eu escolhi amar e se valer disso. Por mais que, vez ou outra, sentisse que pouco valia.
Eu me divirto quando dá, choro quando sinto, e desisto quando devo.
Eu não sei o que leva alguém a tamanha exposição e vulnerabilidade.
Enquanto eu pulo de bungee-jump sem checar previamente a segurança, ele só observa e reza pra Deus cuidar bem de mim. Porque já foram tantas vezes, tantas dores, tantas fraturas expostas esperando uma longa cicatrização... que eu nem sei. Nem sei se adianta tentar me induzir a algum pensamento cauteloso também.
Sabe.. Ninguém saberia dizer o fim da cena. Mas eu apostaria numa ironia, matéria-prima de toda história que é bem-vivida. Eu cruzaria os dedos por ela, aflita por querer induzir cada segundo do teu tempo em uma nova oportunidade. Esperaria tranqüila, pelos antigos conhecimentos de causa e conseqüência, sem negar a constante expectativa.
E por mais que existisse o medo, por mais que existisse ontem, por mais que existisse a certeza do avião, não haveria nada que me pudesse ter roubado todo o encanto.
Eu disse: NADA.
1 comentários on "então é assim."
e talvez o encanto final se encontre exatamente na ironia de toda a história e, mais ainda, talvez esse encanto faça valer a pena ter passado por tudo até chegar a um final.
Postar um comentário