terça-feira, 18 de dezembro de 2007

uma menina muito boazinha.

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O multiply não meu, o dono eu nem conheço, mas eu prometo que vale a pena a invasão. Se querem um show tocando lindamente nessas festas de fim-de-ano, opte pelo Dave Matthews Band - Live at Folsom Fields .

Mantenham segredo, e não digam que fui eu, combinado?


Come on now
Stay up and make some memories
Yeah, with us now
Roll the red carpet out with friends
To whom, to LOVE and roll on.



if I were a king .....

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Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.

Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo.
O que não te fazes mover um músculo, o que não fazes tu estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da tua biografia.

Segura a caneta, pega folhas em branco, começa a escrever tua (nova!) vida. Conselho dado. :*


Da menina (que roubava livros)

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Começou a chover, uma chuva muito forte.
Kurt Steiner chamou, mas nenhum dos dois se mexeu. Uma estava sofridamente sentada, em meio às bateladas de chuva que caíam, e o outro se postava de pé a seu lado, esperando.

- Por que ele tinha que morrer?? - perguntou Liesel, mas Rudy não fez nada, não disse nada.

Quando ela enfim terminou e se levantou, o menino pôs o braço em seus ombros, no estilo do melhor amigo, e os dois seguiram caminho. Não houve pedidos de beijos. Nada disso. Você pode gostar do Rudy por isso, se quiser.

Só não me dê um pontapé nos ovos.
Foi o que ele pensou, mas não disse a Liesel. Só quase quatro anos depois foi que lhe ofereceu essa informação.
Por ora, Rudy e Liesel caminharam para a rua Himmel embaixo de chova.

Ele era o maluco que se pintara de preto e derrotara o mundo inteiro.
Ela era a roubadora de livros que não tinha palavras.

Mas, acredite, as palavras estavam a caminho e, quando chegassem, Liesel as seguraria nas mãos feito nuvens, e as torceria feito chuva.


. ALGUNS DADOS ESTATÍSTICOS .
Primeiro livro furtado: 13 de janeiro de 1939
Segundo livro furtado: 20 de abril de 1940
Intervalo entre os citados livros furtados: 463 dias


Se você quisesse usar de insolência, diria que bastou um pouquinho de fogo, na verdade, com uma gritaria humana para acompanhar. Diria que isso foi tudo que Liesel Meminger precisou para arrebatar seu segundo livro roubado, ainda que ele fumegasse em suas mãos. Ainda que lhe acendesse as costelas.
Mas o problema é este:

Não é hora de insolências.

Não é hora de atenção parcial, nem de virar as costas, e ir dar uma olhada no fogão - porqu, quando a menina que roubava livros roubou seu segundo livro, não só houve muitos fatores implicados em sua ânsia de fazê-lo, como o ato de furtá-lo desencadeou o ponto crucial do que estava por vir. Isso lhe proporcionaria uma abertura para o roubo contínuo de livros. Inspiraria Hans Hubermann a conceber um plano para ajudar o lutador judeu. E mostraria a mim, mais uma vez, que uma oportunidade conduz diretamente a outra, assim como o risco leva a mais risco, a vida, a mais vida, e a morte, a mais morte.





A menina que roubava livros.
Markus Zusak.
Páginas 72 e 75.


e como vai estar minha vida em maio de 2008?

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Depois de uma noite super proveitosa no Papelzinho¹, eu, Amanda, Júlio e João discutíamos o futuro. Depois da análise sobre o meu futuro, minhas metas, objetivos e visões óbvias
portão de embarque
namorar
concurso
casar

conforto

concordei com os três que SIM, sou uma menina planejada, mas sendo bem franca? Não consigo, nem nunca conseguirei me antecipar assim dos fatos. Por exemplo, é bem provável que eu esteja viva em maio de 2008. Mas não posso garantir que não estarei envolvida com um antigo caso, ou com um problema de família, ou morrendo de frio em uma montanha num país desconhecido, ou festejando meu aniversário com pessoas meramente desconhecidas e novas. Até aí tudo bem. O problema é que eu não posso viver planejando, logo,


não vou planejar nada
para maio de 2008.



Vai saber como estará tudo daqui até lá, né? Acredito nas boas e velhas voltas no mundo, nas surpresas que estão atrás da porta me aguardando, e na velocidade que minha vida montanha-russa muda. Será que vou passar meu aniversário comendo bolo da Balu, como todo ano? Talvez não. Espero que não. Sou otimista demais para acreditar que estarei no topo da montanha, lendo emails tão queridos de "happy birthday". Mas se não estiver no topo da montanha, paciência. Não vou trazer o futuro pra hoje. Afinal, não tenho o menor controle sobre meu destino.


Prefiro chegar em maio de 2008 com calma.
(prometo lembrar de ler esse post, e escrever o que estará acontecendo).

Já me basta a tortura de ter que começar a planejar|pensar na roupa que eu vou usar no reveillon, né?



____
¹ Papelzinho é o bar|mercearia|marmitaria Santo Antonio, que reune as mais inusitadas criaturas (incluindo nós), a cachaça vem em garrafa KS (o famoso burrinho), o seu pedido fica em pequenos papéis dentro de um copo e tem a melhor batata frita que eu já comi (eu super garanto!).
Nossa! Muito fim de carreira, andrade.
Sim, é.

:)



o passado, de novo.

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Já disse (e concordei) uma vez: a gente se apaixona para corrigir nosso passado. Agora fica claro que podemos corrigir nosso passado com os próprios protagonistas do nosso passado, desde que eles nos enxerguem com olhos mais curiosos, com um coração mais disposto e que acenem com um novo futuro.

Pode vir, pode chegar.
De novo.


segunda-feira, 26 de novembro de 2007

página 203, 204, 205.

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Trecho do meu livro preferido, de uma das minhas partes preferidas. (é exatamente assim - até o layout!)




"O aeroporto estava cheio de pessoas indo e vindo. Mas éramos apenas eu e seu avô.
Peguei seu diário e vasculhei páginas. Apontei para É tão frustrante, é tão patético, é tão triste.
Ele procurou no diário e apontou para O modo como acabou de me alcançar essa faca.
Apontei para Se eu tivesse sido outra pessoa em um mundo diferente, teria feito algo diferente.
Ele apontou para Às vezes a gente só quer desaparecer.
Apontei para Não há nada de errado em não compreender a si próprio.
Ele apontou para É tão triste.
Apontei para E alguma coisa doce não cairia mal.
Ele apontou para Chorei e chorei e chorei.
Apontei para Não chore.
Ele apontou para Debilitado e confuso.
Apontei para É tão triste.
Ele apontou para Debilitado e confuso.
Apontei para Algo.
Ele apontou para Nada.
Ninguém apontou para Eu te amo.
Não havia como se esquivar daquilo. Não podíamos passar por cima nem andar até a beira.
É lamentável que se precise de uma vida inteira para aprender a viver, Oskar. Porque se eu pudesse viver minha vida novamente, faria tudo de uma maneira diferente.
Mudaria minha vida.
Beijaria meu professor de piano mesmo que ele risse da minha cara.
Pularia na cama com Mary mesmo que agisse como boba.
Enviaria fotografias feias pelo correio, milhares delas.
O que vamos fazer, ele escreveu.
É com você, eu disse.
Ele escreveu Quero ir pra casa.
O que é casa para você?
Casa é o lugar com a maior quantidade de regras.
E o compreendi.
E vamos ter que criar mais regras, falei.
Para que seja ainda mais casa.
Sim.
Tá.
Fomos direto para a joalheria. Ele deixou a mala na salinha dos fundos. Aquele dia vendemos um par de brincos de esmeralda. E um anel de noivado com diamante. E uma pulseira de ouro para uma menina. E um relógio para alguém que estava de partida para o Brasil.
Aquela noite nos abraçamos na cama. Ele me beijou toda.
Acreditei nele. Eu não era idiota. Era sua esposa.
Na manhã seguinte, ele foi para o aeroporto. Não tive coragem de sentir o peso de sua mala.
Queria que ele viesse para casa.
Horas se passaram. E minutos.
Não abri a joalheria antes das 11h00.
Esperei na janela. Ainda acreditava nele.
Não almocei.
Segundos se passaram.
A tarde se foi. A noite caiu.
Não jantei.
Anos se passavam no espaço entre os momentos.
Seu pai chutou dentro de minha barriga.
O que ele estava tentando me dizer?
Coloquei a gaiola dos pássaros diante das janelas.
Abri as janelas e abri as gaiolas.
Joguei os peixes no ralo.
Desci com os cães e gatos pela escada e retirei suas coleiras.
Larguei insetos na rua.
E os répteis.
E os camundongos.
Vão, eu disse a eles.
Todos vocês.
Vão.
E eles foram.
E não voltaram."


domingo, 25 de novembro de 2007

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acabei de me resolver.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

(re)encontro

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Isso me fez chorar. Ele limpou minhas lágrimas. Mas não admitiu ser quem era. Nunca admitiu.
Passamos a tarde juntos. Quis tocar nele o tempo todo. Sentia tanta coisa por aquela pessoa que não via há tanto tempo. Meses atrás ele parecia um gigante e agora parecia tão pequeno. Não precisava lhe contar minha história, mas precisava escutar a dele. Quis protegê-lo, o que tinha certeza de que podia fazer mesmo que não pudesse proteger a mim mesma.
Tínhamos tudo pra dizer um ao outro, mas nenhuma maneira de dizer.
Nossas xícaras esvaziaram.
O dia esvaziou.
Eu estava mais sozinha do que se eu estivesse sozinha. Estávamos prestes a tomar direções opostas. Não sabíamos fazer mais nada.

Marcamos para o outro dia.


mrs. schell.
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Eu não precisava do passado pra nada, pensei, como uma criança. Não me passou pela cabeça que o passado podia precisar de mim.


terça-feira, 20 de novembro de 2007

zero.

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Trabalhamos para ter dinheiro, respeitamos as leis, usamos o telefone para menter laços com a família, e procuramos amar uma única pessoa para sossegar as aflições do coração (cof, cof, cof), sempre tão inquieto. E mesmo fazendo tudo certo, e mesmo correndo contra o relógio e contribuindo para o bem-estar geral, às vezes dá tudo errado.

É quando surge alguém não sei de onde, percebe nosso xtress e dá aquele conselho-curinga que serve pra TODAS as ocasiões: deixa rolar.

Mas sinceramente, sempre que eu deixei rolar, não aconteceu absolutamente nada. Nada de positivo ou negativo. Nada!!

De vez em quando, eu até deixo rolar, mas somente pra obter um breve momento de descanso, que me dá a ilusão de que saí de férias pra vida. É algo do tipo: não estou dormindo. Não estou aqui. Não estou vendo nada. Quando a desordem começa a ameaçar, eu conto um, dois, três, estalo os dedos, e o motor aqui volta a funcionar de novo.

Deixar rolar é o tipo de conselho que eu não consigo mais seguir. Tenho essa mania desgraçada de querer participar de tudo o que me acontece. Se eu me dei bem, a responsabilidade é minha. Se eu me f*di, é minha também, ora. Não entrego NADA a Deus. Não uso nem serviço domicilio. Eu mesma respondo e-mails, atendo telefones, eu mesma vou atrás de mais problemas. Delego pouco, e apenas pra gente em quem confio às cegas. Nunca pra esse tal de destino, que eu nem conheço.

Só entro em estado de passividade quando não depende mais de mim. E só deixo rolar aquilo que não me interessa mais.

O problema é que TUDO me interessa.


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